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16/10/18

Coisas boas do mês - Setembro de 2018

Via We Heart It.
Não deixa de ser um bocado estranho ainda escrever sobre Setembro quando já vamos a meio de Outubro, eu sei. Tenho mesmo que tentar escrever estas retrospectivas mais cedo.

24/09/18

Mundo de escuridão

Lê-se Let me be the sun in your world of darkness. Acho que não ficou assim tão perceptível.

"Setembro Amarelo” é o nome de uma campanha brasileira de prevenção do suicídio. Comecei a ouvir falar disto no ano passado. Sigo algumas artistas plásticas brasileiras – especialmente de lettering – no Instagram, e é comum, nesta altura do ano, fazerem um ou outro trabalho relacionado com este tema. Devido a esta onda do “Setembro Amarelo”, de ver diversos trabalhos e publicações acerca de depressão e de prevenção do suicídio, também eu me senti inspirada a desenhar a frase que ilustra esta publicação e a escrever isto.

Costumo refugiar-me na música quando estou triste. Passei a fazê-lo nos meus piores dias. Não gosto de dizer que foi depressão – estupidamente ou não, não sinto que “tenha o direito” de lhe chamar assim –, uma vez que não cheguei ao ponto de tomar medicamentos e que não foi profunda ao ponto de não me conseguir levantar da cama – embora tenha tido dias de folga em que, sim, passei horas e horas deitada, sem conseguir fazer o que quer que fosse. Mas foi como se tivesse estado “no início de” ou lhe tivesse “passado à tangente”. Isto posso dizer com toda a certeza.

Como disse, refugiava-me na música. Fazia-me sentir melhor. Nos piores dias, gostava, principalmente, de ouvir Draconian, Estatic Fear, Trees Of Eternity – cujo álbum ouvi vezes e vezes sem conta – ou Amorphis. Apenas para ter aqueles ritmos sombrios e melancólicos a ressoarem-me nos ouvidos. Depois, a certa altura, voltei a ouvir Evanescence, que tinha sido, durante anos, a minha banda favorita. Hoje, após ter voltado a ouvi-los, volto a dizer que são a minha banda favorita. Isto porque, desta vez, ouvi-os mesmo. Pareciam descrever o meu estado no momento e pareciam dar voz aos meus pensamentos. Deram-me força e puxaram-me para cima, mesmo quando aquilo que diziam através da música me dava vontade de chorar, por se adequar tão bem àquilo que sentia.

A frase que desenhei é, de facto, de uma música deles, Give Unto Me. Depressiva como tudo e triste até mais não. É como se fosse dedicada a alguém a passar por uma escuridão, muito provavelmente bem mais profunda do que a minha. A Amy, a vocalista, diz na canção que quer curar e salvar essa pessoa e pede-lhe que lhe “dê” todos os seus problemas e tudo o que a preocupa e a assusta. Na verdade, alterei um pouco a frase para que pudesse desenhá-la, uma vez que a frase original é Let it be the sun, sendo que o it se refere ao verso anterior da canção. Eu substituí o it por me, de forma a que seja uma mensagem para alguém. Let me be the sun in your world of darkness. Acho que se adequa. Porque quem está perdido e desesperado numa escuridão só quer um sol que o ajude, que o guie. Que esteja lá. Alguém com quem contar.

Acho bonitos os relatos daqueles que lutaram contra uma depressão por terem tido o apoio de pessoas; por terem tido pessoas com quem contar. Não, desta vez não estou a ser irónica. Acho mesmo bonito. Acho bonito existirem sóis na vida das pessoas, especialmente na vida de pessoas que vivem na escuridão. E acho principalmente bonito porque tudo o que eu quis, nos meus dias mais sombrios, foi um sol. E não o tive.

12/09/18

Coisas boas do mês - Agosto de 2018


Via WeHeartIt

Agosto teve momentos maus. A perda da minha tia, lutas interiores, pensamentos negativos. Momentos que me deixaram em lágrimas e que pareceram durar imenso tempo. Tanto tempo, ao ponto de eu pensar que foram apenas esses maus momentos que caracterizaram este mês. Fiquei, por isso, com a sensação de este mês não me ter trazido nada de bom. Ainda bem que me obriguei a fazer este exercício mental – e ainda bem que, por vezes, tiro fotos aleatórias com o telemóvel, pois é muitas vezes, ao vê-las, que me recordo dos melhores dias.